Como passam lentas as tardes nessa cidade pequena que vivo,
é tão melancólica, sem vida, sem cor... Faz-me forçar a mente para conseguir
imaginar como é que as pessoas sãs conseguem sobreviver a imenso tédio, parece
simplesmente impossível manter-me dentro de um quarto! Não o conseguiria
fazê-lo nem uma tarde sequer, é como se o quarto desmoronasse sob mim, as
paredes definhassem, quadros derretessem, janela caísse, porta se mesclasse com
as paredes e finalmente se tornasse uma prisão. Minha prisão particular.
‘’Preciso sair daqui!
Preciso ir ao encontro de Branca, preciso dela, preciso muito. ’’
Enfio um cigarro entre os lábios rapidamente, quase que o
engulo, acendo-o e saio correndo de casa. Saio mal arrumada, o vento batendo no
rosto e a sensação de mal estar é absurda. Entretanto, quando chego à casa de
Branca, oh...
Sumo.
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